Faeg recomenda cautela aos produtores

O presidente da Comissão de Pecuária de Corte da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Manoel Caixeta Haun, afirma que é complicado pensar em altos investimentos na pecuária de corte neste ano. A recomendação da federação é que o produtor tenha muita cautela.

 

José Manoel concorda que existem expectativas positivas para o setor, principalmente com a confirmação de que a China vai comprar carne bovina de Goiás. Mas ressalta que as informações sobre o crescimento da economia brasileira e o consequente aumento da demanda interna, por exemplo, ainda são “apenas expectativas”.

 

Ele lembra que, em 2009, alguns pecuaristas goianos adquiriram o bezerro para engorda pelo valor de R$ 72,00 a arroba. No fim do processo produtivo, a arroba do boi terminado, ou seja, pronto para o abate, foi vendida por R$ 68,00. “Isso representa um prejuízo de R$ 4 em cada arroba.”

 

Uma das consequências desse cenário foi a redução de 20% no número de animais confinados no Estado (que lidera o ranking de confinamentos no País). Segundo a Faeg, em 2008 havia 4 milhões de bovinos confinados em Goiás. No ano passado, esse número caiu para 3,2 milhões de animais.

 

“Este ano, a tendência é de que o número de animais confinados seja mantido. Alguns pecuaristas até deixaram a atividade no ano passado, em função das dificuldades. Todo mundo está desestimulado”, declara José Manoel. (O Popular)

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